A Guerra do Banheiro
Morei 32 anos com a minha mãe. Não me envergonho nem um pouco. Foram anos maravilhosos, mas casei e me mudei. E um dos motivos poderia ter sido o banheiro. (Spoiler: não foi.)
Quando eu morava com a mãe, era um banheiro para nós dois. Funcionava bem até alguém ficar com vontade de evacuar enquanto o outro estava no banheiro. Com duas pessoas, a logística é mais fácil.
De vez em quando a privada entupia. A culpa normalmente era minha por barrear o mármore de forma agressiva. Na minha adolescência eu não fazia cocô, eu fazia um teste de vazão cada vez que ia no banheiro. O balde já ficava dentro do banheiro por causa disso. Não preciso explicar para que servia o balde né?
Na real, uma das causas dos entupimentos eram as sucessivas gambiarras que o pai fazia para "consertar" a descarga. Quase nunca dava certo. Uma vez ele comprou toda a caixa, com boia e tudo. Em vez dele trocar todo o sistema, desmontou toda a caixa ruim pra trocar duas peças. Enfim. Merece um post, mas não agora.
Voltando ao banheiro, quando a Karina foi lá para casa e começamos a juntar dinheiro para a mudança já eram três pessoas usando o banheiro. Não dava mais.
Me mudei para uma casa que tem dois banheiros ativos. E mais dois que podem ser ativados. Acabou a guerra aqui em casa.
Já trabalhei em um local onde 9 pessoas disputavam por 1 banheiro em horário comercial. Não queiram isso. O primeiro que cagava, estragava o banheiro pro resto do dia. Eu não sinto mais o cheiro de nada por causa das células de coco do filho da puta que cagava e queimou meu nariz.
Teve vingança? Claro. Fiz todo o andar abrir as janelas no dia que consegui ir antes do maldito. Grande dia.
Hoje, trabalho num lugar que tem bastante banheiro. As vezes dou azar de encontrar um tarugo no vaso, mas sempre tem banheiro livre.
Essa é uma daquelas guerras que todos perdem. No momento mais insólito, aquela porta estará fechada.
Quando eu morava com a mãe, era um banheiro para nós dois. Funcionava bem até alguém ficar com vontade de evacuar enquanto o outro estava no banheiro. Com duas pessoas, a logística é mais fácil.
De vez em quando a privada entupia. A culpa normalmente era minha por barrear o mármore de forma agressiva. Na minha adolescência eu não fazia cocô, eu fazia um teste de vazão cada vez que ia no banheiro. O balde já ficava dentro do banheiro por causa disso. Não preciso explicar para que servia o balde né?
Na real, uma das causas dos entupimentos eram as sucessivas gambiarras que o pai fazia para "consertar" a descarga. Quase nunca dava certo. Uma vez ele comprou toda a caixa, com boia e tudo. Em vez dele trocar todo o sistema, desmontou toda a caixa ruim pra trocar duas peças. Enfim. Merece um post, mas não agora.
Voltando ao banheiro, quando a Karina foi lá para casa e começamos a juntar dinheiro para a mudança já eram três pessoas usando o banheiro. Não dava mais.
Me mudei para uma casa que tem dois banheiros ativos. E mais dois que podem ser ativados. Acabou a guerra aqui em casa.
Já trabalhei em um local onde 9 pessoas disputavam por 1 banheiro em horário comercial. Não queiram isso. O primeiro que cagava, estragava o banheiro pro resto do dia. Eu não sinto mais o cheiro de nada por causa das células de coco do filho da puta que cagava e queimou meu nariz.
Teve vingança? Claro. Fiz todo o andar abrir as janelas no dia que consegui ir antes do maldito. Grande dia.
Hoje, trabalho num lugar que tem bastante banheiro. As vezes dou azar de encontrar um tarugo no vaso, mas sempre tem banheiro livre.
Essa é uma daquelas guerras que todos perdem. No momento mais insólito, aquela porta estará fechada.
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